Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica.Atualizado em outubro de 2026.

Revisado por Dr. Wemerson Alves Guimarães — CRM-MG 103072, diretor técnico médico.

CID F32 (depressão): o que significa e quantos dias de atestado

A depressão está pesando no seu trabalho? Nossos médicos podem avaliar o seu caso por vídeo.

O CID F32 é o código do episódio depressivo na Classificação Internacional de Doenças. Ele se divide em F32.0 (leve), F32.1 (moderado), F32.2 (grave, sem sintomas psicóticos) e F32.9 (não especificado). Não existe número fixo de dias de atestado: o afastamento varia muito com a intensidade do quadro, e quem decide, caso a caso, é o médico que avalia a pessoa na consulta.

Conviver com a depressão já é difícil o bastante sem a dúvida de como ela aparece nos documentos. Se um atestado trouxe o código F32, ou se você está pensando em procurar ajuda e quer entender como funciona, veja abaixo, de forma informativa e sem rodeios, o que esse código significa e como o afastamento é avaliado. Nada aqui substitui a consulta, e nada aqui é diagnóstico.

O que significa o CID F32

Na Classificação Internacional de Doenças, o grupo F reúne os transtornos mentais e comportamentais, e F32 é especificamente o episódio depressivo — um primeiro episódio ou um episódio isolado. As subcategorias indicam a intensidade:

  • F32.0 — episódio depressivo leve.
  • F32.1 — episódio depressivo moderado.
  • F32.2 — episódio depressivo grave, sem sintomas psicóticos.
  • F32.9 — episódio depressivo não especificado.

É importante não confundir os códigos. O F32 é o episódio depressivo; o F33 é o transtorno depressivo recorrente (quando os episódios se repetem ao longo do tempo); e o F41 é a ansiedade, uma categoria diferente, com avaliação própria, explicada em CID F41 (ansiedade) no atestado. Códigos próximos descrevem quadros distintos, e é a avaliação do médico — não o número — que define a conduta.

Quantos dias de atestado a depressão costuma dar

Não há um número fixo, nem por lei, nem por convenção médica. A faixa varia muito mais do que num quadro de garganta ou gripe, porque a depressão não se resolve em poucas horas. Na prática, episódios leves podem pedir alguns dias para a pessoa reorganizar o cuidado e buscar acompanhamento; quadros moderados e graves costumam exigir afastamentos mais longos e um acompanhamento continuado, que vai além de um único documento. O que pesa na decisão do médico:

  • A intensidade dos sintomas e há quanto tempo eles duram.
  • O impacto real na capacidade de trabalhar e na rotina.
  • Se é um primeiro episódio ou parte de um quadro que já se repete.
  • A rede de apoio e o acompanhamento disponível para a pessoa.

Quando o afastamento passa de 15 dias, o caminho costuma deixar de ser só o atestado e envolver o INSS. Entenda a lógica em a regra dos 15 dias e o INSS e em como funciona o afastamento pelo INSS. Para o raciocínio geral de duração, vale também de quantos dias o médico pode dar atestado.

O CID precisa aparecer no atestado?

Não. O código é opcional no atestado — a Resolução CFM nº 1.658/2002 não o torna obrigatório, e isso existe justamente para proteger condições sensíveis, como as de saúde mental. Você pode pedir ao médico que o documento traga apenas o período de afastamento, sem o diagnóstico. A empresa não pode exigir que o atestado informe o CID nem recusá-lo só por ele não trazer o código. Entenda melhor em atestado sem CID é válido? e no panorama de o que significa o CID no atestado. Ainda há muito estigma em torno da depressão no trabalho — conhecer esse direito ajuda a procurar ajuda sem medo.

O que o médico avalia na consulta por vídeo

A avaliação de um quadro depressivo é, antes de tudo, uma conversa. O médico costuma investigar o humor ao longo das últimas semanas, o sono, o apetite, a energia, a concentração, o interesse pelas coisas que antes davam prazer, a duração dos sintomas (em geral duas semanas ou mais) e o quanto isso tem afetado o trabalho e a vida. Ele também avalia sinais de risco com cuidado. A teleconsulta funciona bem como porta de entrada e como um primeiro acolhimento, e o médico pode encaminhar para psiquiatria ou psicologia quando for o caso — o tratamento é definido pelo médico, na consulta, nunca por conta própria.

Que esse formato tem a mesma validade do presencial é o que diz a regulamentação — veja o que o CFM diz sobre a telemedicina. Se a sua dúvida é mais sobre tensão e esgotamento do que sobre depressão, vale ler também atestado por estresse e atestado por ansiedade.

Sinais de alerta que pedem atendimento presencial

A maior parte dos quadros depressivos é bem acolhida por vídeo, mas alguns sinais pedem atendimento presencial imediato, e não uma consulta agendada:

  • Pensamentos de se machucar ou de não querer mais viver.
  • Planos concretos de tirar a própria vida.
  • Incapacidade de cuidar de si — não conseguir se alimentar, se hidratar ou sair da cama.
  • Perda de contato com a realidade, confusão intensa ou agitação fora do comum.

Diante de qualquer um deles, não espere a consulta: busque ajuda agora, pelos canais da seção de emergência abaixo.

Como funciona a consulta e o atestado

Você descreve como tem se sentido, conversa por vídeo com um médico com CRM ativo e, havendo indicação clínica, recebe o atestado em formato digital, assinado com certificado ICP-Brasil e válido em todo o Brasil. A consulta é paga por Pix ou cartão, e o valor é da consulta, não de um documento — .

O atestado não é garantido. Ele depende da avaliação clínica, e quem decide é o médico: não existe "comprar atestado" nem documento sem consulta. Se não houver indicação de afastamento, o médico explica o motivo e orienta o próximo passo do cuidado — o que, na depressão, costuma valer mais do que o documento em si. Para começar, vá direto para a consulta com atestado online.

E em caso de emergência?

Não atendemos emergências. Se você está tendo pensamentos de se machucar ou de não querer mais viver, ligue para o CVV — Centro de Valorização da Vida, no 188 (gratuito, 24 horas, todos os dias) ou converse pelo site do CVV. Em risco imediato à vida, ligue para o 192 (SAMU) ou procure o pronto-socorro mais próximo. Você não está sozinho, e pedir ajuda é um ato de coragem.

Fontes