Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica.Atualizado em novembro de 2026.
Revisado por Dr. Wemerson Alves Guimarães — CRM-MG 103072, diretor técnico médico.
Atestado psiquiátrico: o que é, quem emite e quando é exigido
Precisa de uma avaliação de saúde mental? Nossos médicos podem avaliar o seu caso.
Atestado psiquiátrico é o nome popular para o atestado médico emitido a partir de uma avaliação de saúde mental — não é um tipo de documento diferente na lei, e sim um atestado comum cujo motivo é um quadro psíquico. Não existe exigência de que só um psiquiatra possa emitir esse atestado: qualquer médico com CRM ativo pode avaliar e, quando cabível, atestar, encaminhando a um especialista quando o caso pedir acompanhamento mais específico.
O termo “atestado psiquiátrico” circula bastante porque soa mais formal — ou mais “oficial” — do que um atestado comum, e por isso algumas empresas ou escolas chegam a pedir esse documento “específico” quando o motivo da ausência é de saúde mental. Este artigo explica o que realmente muda (e o que não muda) nesse caso.
O que é, de fato, um atestado psiquiátrico
Juridicamente, é um atestado médico como qualquer outro, regido pela Resolução CFM nº 1.658/2002: documento que registra a avaliação do médico e, quando necessário, justifica o afastamento por um período. A diferença está apenas no motivo clínico — um quadro de saúde mental em vez de uma condição física — e, às vezes, na especialidade de quem avalia.
Quem pode emitir — é obrigatório ser psiquiatra?
Não. Qualquer médico pode avaliar um quadro de saúde mental dentro da sua competência clínica e emitir o atestado correspondente — é o mesmo princípio de qualquer outra especialidade: o clínico geral resolve e orienta boa parte dos casos, e encaminha a um psiquiatra quando a situação exige acompanhamento continuado ou mais especializado. Não existe uma regra que torne o atestado “inválido” só porque não foi um psiquiatra quem assinou.
A empresa pode exigir que o atestado seja “psiquiátrico”?
A empresa pode pedir esclarecimentos sobre a natureza do afastamento, mas não pode condicionar a validade do atestado a ele ter sido emitido especificamente por um psiquiatra — isso extrapola o que a lei exige de um atestado médico comum. O que importa, para fins trabalhistas, é que o documento tenha sido emitido por um médico com CRM ativo, dentro das normas do CFM.
O atestado psiquiátrico precisa ter o CID?
Não. O CID no atestado é opcional em qualquer caso, inclusive nos de saúde mental — e aqui o cuidado é redobrado, porque o diagnóstico psiquiátrico é um dado especialmente sensível. Detalhamos a regra completa (e por que a empresa não pode exigir o diagnóstico) em atestado sem CID é válido? Você é obrigado a colocar o CID?.
Esse atestado dá estabilidade no emprego?
Não automaticamente. A estabilidade de 12 meses só existe quando o INSS reconhece, por perícia, que o afastamento tem relação com o trabalho (auxílio-doença acidentário) — um atestado comum de poucos dias, mesmo de origem psiquiátrica, não gera essa proteção por si só. Explicamos a diferença em detalhe em atestado por ansiedade: como funciona, quantos dias, seus direitos e em burnout: afastamento, INSS e seus direitos.
Como funciona a avaliação para esse tipo de atestado
A avaliação segue o mesmo princípio de qualquer consulta: o médico conversa sobre os sintomas, o contexto (trabalho, sono, rotina) e o tempo de evolução do quadro, e decide, com base nisso, se há indicação de afastamento e por quantos dias — nunca a partir de uma lista fixa de “sintomas que dão atestado”. Avaliações de saúde mental por vídeo têm a particularidade de depender bastante do relato do paciente, então responder com detalhe ajuda o médico a entender o quadro real. Veja mais sobre o processo de avaliação em atestado de sanidade física e mental: para que serve e por que exige presencial (um documento diferente, mas que ajuda a entender os limites da avaliação remota em saúde mental).
O atestado é garantido?
Não. O atestado psiquiátrico (como qualquer atestado) não é garantido — depende da avaliação clínica de cada caso, e quem decide é o médico, nunca o paciente ou a plataforma.
Está em crise agora?
Se você está em sofrimento intenso ou em crise neste momento, ligue para o CVV — Centro de Valorização da Vida, no 188 (gratuito, todos os dias) ou converse pelo site do CVV. Para iniciar a avaliação médica, a consulta online é um ponto de partida.
E em caso de emergência?
Não atendemos emergências. Em risco à vida, ligue imediatamente para o 192 (SAMU) ou procure o pronto-socorro mais próximo.